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Thursday



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Conhecer e compreender a crise e queda da Monarquia Constitucional 

1. Relacionar a situação económica e financeira de Portugal nos finais do século XIX com o crescente descontentamento social e político.

2. Relacionar o Ultimato Inglês de 1890 com o aumento do descrédito da instituição monárquica e com o crescimento do Partido Republicano.

3. Identificar outros factores que contribuíram para a queda da Monarquia Constitucional, destacando a ditadura de João Franco e o regicídio de 1908.


Conhecer e compreender as realizações e dificuldades da 1.ª República (1910-1914) 

1. Avaliar o alcance das principais realizações da 1.ª República ao nível da legislação social, da laicização do Estado, das medidas educativas e financeiras.

2. Explicar o descontentamento criado por medidas da 1.ª República em largos sectores da população portuguesa.

3. Justificar a instabilidade política vivida durante a 1.ª República.

Conhecer e compreender o derrube da Primeira República e a sua substituição por um regime ditatorial 

1. Explicar os efeitos da 1.ª Grande Guerra na situação política, económico-financeira e social.

2. Referir tentativas de derrube do regime republicano, salientando o sidonismo (1917) e as tentativas de restauração monárquica.

3. Relacionar o crescimento dos adeptos de soluções autoritárias na década de 20 em Portugal com a situação interna do país e com o contexto internacional.

4. Reconhecer no Golpe Militar de 28 de Maio de 1926 o fim da República parlamentar e o início da Ditadura Militar.

 Conhecer e compreender as transformações socioculturais das primeiras décadas do século XX

1. Caracterizar a sociedade europeia nas duas primeiras décadas do século XX, salientando o peso crescente das classes médias e a melhoria das condições de vida do operariado, apesar da manutenção de grandes desequilíbrios sociais.

2. Relacionar os efeitos da guerra com a alteração de mentalidades e costumes nos “loucos anos 20”.

3. Avaliar os efeitos da guerra ao nível da emancipação feminina, problematizando temáticas atuais relativas à igualdade de género.

4. Caracterizar sucintamente a cultura de massas, salientando a sua relação com a melhoria das condições de vida nas décadas de 20 e 30 do século XX.

5. Distinguir as principais correntes estéticas que marcaram a evolução nas artes.

6. Indicar alguns dos principais vultos e obras de referência do modernismo português.


Monday

Portugal: da I República à Ditadura Militar



Compreender a conjuntura económica, social e política que esteve na origem da implantação da I República;
Identificar as principais medidas governativas da I República;

Conhecer os aspectos fundamentais da doutrina republicana;

Demonstrar que a participação de Portugal na I Guerra Mundial se relacionou com a questão colonial e com a necessidade de reconhecimento do regime republicano;

Avaliar as consequências políticas, económicas e financeiras da participação de Portugal na I Guerra Mundial;

Compreender que a instabilidade política e as dificuldades económicas e sociais concorreram para intervenção militar em 28 de maio de 1926;

Identificar/aplicar os conceitos: Republicanismo; Ditadura; Partido político.

Objectivos de Aprendizagem - Da 1.ª República à ditadura militar.

1ª República
( Breve Resumo )  

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Descrever o Regicídio e as suas motivações.

Razões:
-dificuldades económicas
-descontentamento social
-governo de ditadura de João Franco ferozmente repressivo e apoiado pelo rei.
-censura, dissolução da Assembleia, deportação de presos políticos, repressão anti-operária.

Caracterizar a forma de organização do poder político estabelecida pela Constituição de 1911.

Parlamentarismo com supremos poderes causou grande instabilidade na 1ª República:
-Parlamento eleito por três anos designava o Presidente da República. Este por sua vez nomeava o primeiro ministro.
-Separação de poderes políticos.

Apresentar, de forma organizada, as principais medidas tomadas pelos governos republicanos.

Medidas diversas e legislação variada para modernizar a a sociedade:
-Laicização do Estado e reforma do sistema político: Lei da Separação da Igreja do Estado, Lei do Divórcio, proibição do ensino religioso nas escolas, registo civil.
-Legislação social: leis operárias da greve, redução do horário de trabalho, etc.
-Reforma do ensino: ensino obrigatório e gratuito para as crianças dos 7 aos 12 anos, escolas primárias e reforma da universidade, com a criação das universidades de Lisboa e Porto, museus, bibliotecas.

Explicar a oposição ao regime republicano por parte de alguns sectores da sociedade.

Oposição da Igreja e dos Católicos, às reformas republicanas.
Aliança entre monárquicos e católicos criando dificuldades crescentes aos governos, apoiando figuras políticas autoritárias como Sidónio Pais e conspirações monárquicas frequentes.
Fragmentação do Partido Republicano em vários pequenos partidos, enfraquecendo a posição dos republicanos.
Crise operária, movimentos grevistas frequentes

Descrever a participação de Portugal na Grande Guerra, identificando os argumentos que condicionaram essa decisão.

Opinião pública dividida quanto ao interesse da intervenção.
Segundo os intervencionistas, participar na guerra era a única forma de preservar as colónias e quebrar o isolamento de Portugal.
Envio de tropas para a Flandres para ajudar os aliados tradicionais contra o exército alemão invasor.

Relacionar o esforço de participação na guerra, com o aumento do descontentamento contra o regime Republicano e identificar consequências políticas desse descontentamento.

Consequências:
-enorme esforço militar e humano agravou dificuldades económicas do país, desiquilibrando as contas do Estado;
-agudizou tensões políticas;
-levou a duas ditaduras, Pimenta de Castro e Sidónio Pais;
-extremou posições entre a direita e a esquerda.

Caracterizar e explicar a situação de instabilidade política em Portugal nos anos 20.

Ao longo dos anos 20 e tal como nos restantes países envolvidos na guerra, recrudesceu a instabilidade governativa e os desentendimentos entre partidos, acentuando a crise do parlamentarismo.
Governos de curta duração e inoperantes do ponto de vista político.

Caracterizar a situação económica no mesmo período, relacionando-a com o descontentamento popular.
Crise económica, política e social:
-Inflação galopante.
-Desvalorização monetária.
-Quebra do poder de compra.
-Greves frequentes.
-Défice das contas públicas cada vez maior.

Explicar o crescimento do número de defensores de um governo autoritário.

Sintomas de descontentamento político:
-greves e manifestações de rua;
-ingovernabilidade política;
-situação de insegurança pública;
-receio de uma revolução marxista como noutros países europeus;
-formação de grupos e milícias armadas enfeudadas à direita e aos monárquicos.

Localizar no tempo o golpe militar que pôs fim à republica parlamentar.

-28 de Maio de 1926 revolta em Braga encabeçada por Gomes da Costa , Mendes Cabeçadas e Óscar Carmona.

Obs: Isto ão apenas tópicos de resposta. Não dispensam a consulta do manual, de apontamentos ou de sítios da web.



Materiais

Sunday

Aquecimento para o teste



Como aquecimento para a ficha de avaliação podes tentar aqui

Saturday

Crise e Queda da Monarquia

A República

Postal alusivo à Implantação da República (1911)

Res publica é um termo latino que significa, à letra, coisa pública ou coisa do povo. O termo refere-se à doutrina política defensora de um regime em que o povo, em liberdade e sem coação de qualquer espécie escolhe e elege os seus governantes por um determinado período de tempo. Herdeira da ideologia Iluminista e liberal dos sécs XVIII e XIX, a República defende a liberdade, a igualdade perante a lei e o estabelecimento de uma sociedade laica.
Diz o que entendes por República
Interpreta o simbolismo da gravura

Portugal 1910-1926

Sala de aula em 1911
Situação económica
Agricultura
Economia predominantemente agrícola.
Carência de cereais.
Incentivo à criação de gado, cultura da oliveira, pomares e produtos agrícolas.
A Norte, predomínio da pequena propriedade.
A Sul, grandes propriedades.
Elaboração de projectos de lei, com o objectivo de incrementar uma Reforma Agrária. Todavia, não foram postos em prática.

Indústria
Fraca industrialização.
Falta de matérias-primas.
Reduzida produção de energia eléctrica. –
Principais indústrias desenvolvidas:
Têxtil; Química; Cimenteira; Conservas.

Comércio externo
Balança comercial deficitária

Exportações: Vinho;Cortiça;Conserva de peixe;Têxteis baratos.
Importações: Máquinas; Matérias-primas; Produtos industriais.


Educação
Ensino Infantil:
Criação de Jardins-Escolas João de Deus.

Ensino Primário:
Obrigatório para todas as crianças, entre os sete e dez anos;
Criação dos Conselhos de Assistência Esco­lares;
Criação de Escolas Primárias.
Combate ao analfabetismo:Criação de Escolas Móveis.

Ensino Secundário:
Desenvolvimento das Escolas Técnicas e dos Liceus.

Ensino Superior:
Criação das Universidades do Porto e Lis­boa;
Lisboa - Criação da Faculdade de Direito;
Criação do Instituto Superior Industrial;
Criação do Instituto Superior Comercial;
Criação da Escola de Medicina Veterinária.

Formação de Professores:
Criação das Escolas Normais Superiores.

Educação Permanente:
Universidades Populares e Livres.
Criação do Ministério da Instrução Pública.

Dificuldades Governativas na 1ª República



Durante os 16 anos da 1ª República o país conheceu 45 governos. Alguns deles duraram apenas uns dias e outros não chegaram a tomar posse. Nos últimos seis anos da 1ª experiência republicana no nosso país houve 30 governos!. Por outro lado, desde quase o início, o regime parlamentar foi interrompido por golpes militares que instauraram períodos de ditadura (pimenta de Castro, 1915; Sidónio Pais, 1917-1918). A insegurança pública era frequente - agressões físicas, ataques bombistas, assassinatos, que vitimaram, entre outros, o próprio Sidónio Paisem 1918.
Face à situação em que o país vivia, o número de descontentes com a República aumentava dia a dia: os católicos estavam revoltados com as medidas tomadas contra a Igreja - expulsão das ordens religiosas, separação da Igreja do Estado, estabelecimento do registo civil; corte de relações com a Santa Sé
os monárquicos manifestavam-se contra a República - interessados em restaurar o regime de que eram adeptos, fizeram vários levantamentos militares; nos inícios de 1919, durante quase um mês, chegaram mesmo a restabelecer a monarquia em Trás-os-Montes, Minho e Beiras até ao rio Vouga (Monarquia do Norte);
o povo e as classes médias estavam descontentes com o aumento do custo de vida e com as greves e constantes alterações da ordem pública.
Assim, face ao clima de instabilidade e à falta de realizações, a maioria da população estava farta e receptiva a novas soluções políticas que não tardariam a chegar vindas de Braga na ponta das baionetas.

Laicismo - Separação entre o Estado e a Igreja

Afonso Costa e a Lei da Separação entre o Estado e a Igreja

O Governo Provisório e a Igreja Católica
O sentimento profundamente anticlerical que os republicanos desde sempre tinham manifestado foi posto em prática por Afonso Costa, ministro da Justiça do Governo Provisório. Este republicano considerava o clero como aliado da monarquia e, por isso, uma força nociva à liberdade de consciência e de culto.
No dia 10 de Outubro de 1910, os Jesuítas e outras ordens religiosas foram expulsas, os seus bens passaram para o Estado e a sua utili­zação regulamentada. Uma parte desses bens era emprestada pelo Estado à Igreja Católica para a prática do culto religioso, enquanto a maior parte foi destinada ao funcionamento de instituições de apoio social ou ao ensino. O ensino religioso foi proibido nas escolas oficiais, foram cortads relações diplomáticas com a Santa Sé ( o que chocou a população maioritariamente católica) e foi encerrada a Faculdade de Teologia, em Coimbra.
As pastorais dirigidas aos fiéis pelos bispos só podiam ser divulgadas depois de previamente analisadas pelo governo. Foram abolidos os feriados religiosos nas escolas e repartições públicas e o juramento religioso nos tri­bunais. Só o casamento civil era considerado válido e legalizou-se o divórcio.

A caminho da ditadura?


Salazar (esqª) Gomes da Costa (centro) Óscar Carmona (drtª)



Em Lisboa, no País inteiro, o ambiente político deterio­rava-se vertiginosamente. Os governos sucediam-se a intervalos de meses, às vezes de dias. Não havia autori­dade, nem coragem, para castigar quem se revoltava contra a Constituição. Pedia-se a dissolução do Parlamento e falava-se em revoltas militares em todas as esquinas. Era o descalabro. Assim como os Monár­quicos haviam aberto o caminho à República, os Republicanos abriram-no à Ditadura. Tudo se con­jugava para criar no País um ambiente propício à ideia generalizada de que era preciso qualquer coisa para substituir aquilo.

Maurício de Oliveira
Diário de um jornalista (1926-1930)
Comenta a frase destacada a negrito

1ª República - Esquema Conceptual

1ª República - Sintese Esquemática


1ª República Ideias-Chave



Comício republicano

A monarquia constitucional, que já estava muito desprestigiada em Portugal no final do século XIX, viu a sua popularidade diminuir com o ultimato in­glês de 1890. O partido que mais aproveitou com esse descontentamento foi o Partido Republicano, cuja importância na sociedade portuguesa não pa­rava de crescer.

Em Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro foram mortos num atentado. D. Manuel II subiu ao poder mas a Monarquia estava cada vez mais isolada.Em 5 de Outubro de 1910, um movimento mili­tar, com um forte apoio popular, implantou a Repú­blica em Portugal.

O regime republicano procurou diminuir a in­fluência da Igreja Católica no Estado e tomou tam­bém várias medidas nas áreas do ensino e da legis­lação social. O conflito com a Igreja Católica, a difícil situação económica (agravada com a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial) e a instabilidade política criariam um clima de grande insatisfação entre a burguesia e nalguns sectores populares.

Em 28 de Maio de 1926, um golpe de Estado pôs fim à república parlamentar e instalou uma ditadura militar. Os militares chamaram para ministro da Finanças o professor António de Oliveira Salazar que iria ter uma longa permanência no poder.

Friday

Dificuldades da 1ª República



Géneros alimentícios que um carpinteiro podia comprar com o salário de um dia caso o gastasse exclusivamente em alimentação.

INSTABILIDADE E DEBILIDADES DA REPÚBLICA

Carestia de vida

A 14 de Maio de 1917 iniciaram­-se, por toda a cidade, os assaltos a mercearias e armazéns em que houvesse qualquer coisa para co­mer (…) Proclama-se, então, o estado de sítio, mas isso não evita que, durante três dias estoirem bombas, se levantem barricadas e campeie a desordem, o roubo e o assassinato. (1)
Durante a República, a política interna não melhorou. O meu par­tido (Democrático) já não se man­tinha fiel às regras da economia e do equilíbrio do orçamento, que inaugurara e defendera comigo, antes e no decorrer da República.
Outros factos ainda enfraquece­ram os governos republicanos nos anos vinte: a greve dos Correios e do Telégrafo, o amotinamento dos oficiais aviadores, os decretos relativos às dívidas do Estado.(2)

(1) Teófilo Duarte, Sidónio Pais e o seu Consulado
(2) Afonso Costa, Diário Íntimo

OS REPUBLICANOS E O ENSINO




"Faça-se uma estatística séria e ela nos dirá, por colunas de algaris­mos, quanto é grande e triste a ignorância das populações da nos­sa terra. (...) A República deve sen­tir quanto é difícil dirigir um po­vo neste estado tão rudimentar e primitivo. " (1)
"O Governo decretou a criação de novas escolas primárias; mas como as despesas ficaram a car­go dos municípios, que não têm capitais para tanto, os decretos ficaram sem efectivação prática. O mesmo sucede com o ensino secundário. (…) O ensino supe­rior está mais desorganizado do que nunca, mercê de reformas fei­tas à pressa e do desinteresse de uma juventude indisciplinada. Res­ta, para que alguma coisa mude, a boa vontade dos professores." (2)
"Democratizar a escola é tirar o exclusivo do acesso às altas car­reiras universitárias aos filhos dos ricos, é sobretudo facilitar esse acesso aos filhos dos pobres que nasceram com talento." (3)

(1) O Ocidente, nº 1159, de 1911 (art. João Prudêncio)
(2) Léon Poinsard, Portugal Ignorado, 1912
(3) António Sérgio, Antologia I, 1924