Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. (F.Pessoa)
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A República
Res publica é um termo latino que significa, à letra, coisa pública ou coisa do povo. O termo refere-se à doutrina política defensora de um regime em que o povo, em liberdade e sem coação de qualquer espécie escolhe e elege os seus governantes por um determinado período de tempo. Herdeira da ideologia Iluminista e liberal dos sécs XVIII e XIX, a República defende a liberdade, a igualdade perante a lei e o estabelecimento de uma sociedade laica.

Diz o que entendes por República
Interpreta o simbolismo da gravura
Portugal 1910-1926
Situação económica
Agricultura
Economia predominantemente agrícola.
Carência de cereais.
Incentivo à criação de gado, cultura da oliveira, pomares e produtos agrícolas.
A Norte, predomínio da pequena propriedade.
A Sul, grandes propriedades.
Elaboração de projectos de lei, com o objectivo de incrementar uma Reforma Agrária. Todavia, não foram postos em prática.
Indústria
Fraca industrialização.
Falta de matérias-primas.
Reduzida produção de energia eléctrica. –
Economia predominantemente agrícola.
Carência de cereais.
Incentivo à criação de gado, cultura da oliveira, pomares e produtos agrícolas.
A Norte, predomínio da pequena propriedade.
A Sul, grandes propriedades.
Elaboração de projectos de lei, com o objectivo de incrementar uma Reforma Agrária. Todavia, não foram postos em prática.
Indústria
Fraca industrialização.
Falta de matérias-primas.
Reduzida produção de energia eléctrica. –
Principais indústrias desenvolvidas:
Têxtil; Química; Cimenteira; Conservas.
Comércio externo
Balança comercial deficitária
Exportações: Vinho;Cortiça;Conserva de peixe;Têxteis baratos.
Importações: Máquinas; Matérias-primas; Produtos industriais.
Têxtil; Química; Cimenteira; Conservas.
Comércio externo
Balança comercial deficitária
Exportações: Vinho;Cortiça;Conserva de peixe;Têxteis baratos.
Importações: Máquinas; Matérias-primas; Produtos industriais.
Educação
Ensino Infantil:
Criação de Jardins-Escolas João de Deus.
Ensino Primário:
Obrigatório para todas as crianças, entre os sete e dez anos;
Criação dos Conselhos de Assistência Escolares;
Criação de Escolas Primárias.
Combate ao analfabetismo:Criação de Escolas Móveis.
Ensino Secundário:
Desenvolvimento das Escolas Técnicas e dos Liceus.
Ensino Superior:
Criação das Universidades do Porto e Lisboa;
Lisboa - Criação da Faculdade de Direito;
Criação do Instituto Superior Industrial;
Criação do Instituto Superior Comercial;
Criação da Escola de Medicina Veterinária.
Formação de Professores:
Criação das Escolas Normais Superiores.
Educação Permanente:
Universidades Populares e Livres.
Criação do Ministério da Instrução Pública.
Ensino Infantil:
Criação de Jardins-Escolas João de Deus.
Ensino Primário:
Obrigatório para todas as crianças, entre os sete e dez anos;
Criação dos Conselhos de Assistência Escolares;
Criação de Escolas Primárias.
Combate ao analfabetismo:Criação de Escolas Móveis.
Ensino Secundário:
Desenvolvimento das Escolas Técnicas e dos Liceus.
Ensino Superior:
Criação das Universidades do Porto e Lisboa;
Lisboa - Criação da Faculdade de Direito;
Criação do Instituto Superior Industrial;
Criação do Instituto Superior Comercial;
Criação da Escola de Medicina Veterinária.
Formação de Professores:
Criação das Escolas Normais Superiores.
Educação Permanente:
Universidades Populares e Livres.
Criação do Ministério da Instrução Pública.
Dificuldades Governativas na 1ª República

Durante os 16 anos da 1ª República o país conheceu 45 governos. Alguns deles duraram apenas uns dias e outros não chegaram a tomar posse. Nos últimos seis anos da 1ª experiência republicana no nosso país houve 30 governos!. Por outro lado, desde quase o início, o regime parlamentar foi interrompido por golpes militares que instauraram períodos de ditadura (pimenta de Castro, 1915; Sidónio Pais, 1917-1918). A insegurança pública era frequente - agressões físicas, ataques bombistas, assassinatos, que vitimaram, entre outros, o próprio Sidónio Paisem 1918.
Face à situação em que o país vivia, o número de descontentes com a República aumentava dia a dia: os católicos estavam revoltados com as medidas tomadas contra a Igreja - expulsão das ordens religiosas, separação da Igreja do Estado, estabelecimento do registo civil; corte de relações com a Santa Sé
os monárquicos manifestavam-se contra a República - interessados em restaurar o regime de que eram adeptos, fizeram vários levantamentos militares; nos inícios de 1919, durante quase um mês, chegaram mesmo a restabelecer a monarquia em Trás-os-Montes, Minho e Beiras até ao rio Vouga (Monarquia do Norte);
o povo e as classes médias estavam descontentes com o aumento do custo de vida e com as greves e constantes alterações da ordem pública.
Assim, face ao clima de instabilidade e à falta de realizações, a maioria da população estava farta e receptiva a novas soluções políticas que não tardariam a chegar vindas de Braga na ponta das baionetas.
Laicismo - Separação entre o Estado e a Igreja
O Governo Provisório e a Igreja Católica
O sentimento profundamente anticlerical que os republicanos desde sempre tinham manifestado foi posto em prática por Afonso Costa, ministro da Justiça do Governo Provisório. Este republicano considerava o clero como aliado da monarquia e, por isso, uma força nociva à liberdade de consciência e de culto.
No dia 10 de Outubro de 1910, os Jesuítas e outras ordens religiosas foram expulsas, os seus bens passaram para o Estado e a sua utilização regulamentada. Uma parte desses bens era emprestada pelo Estado à Igreja Católica para a prática do culto religioso, enquanto a maior parte foi destinada ao funcionamento de instituições de apoio social ou ao ensino. O ensino religioso foi proibido nas escolas oficiais, foram cortads relações diplomáticas com a Santa Sé ( o que chocou a população maioritariamente católica) e foi encerrada a Faculdade de Teologia, em Coimbra.
As pastorais dirigidas aos fiéis pelos bispos só podiam ser divulgadas depois de previamente analisadas pelo governo. Foram abolidos os feriados religiosos nas escolas e repartições públicas e o juramento religioso nos tribunais. Só o casamento civil era considerado válido e legalizou-se o divórcio.
No dia 10 de Outubro de 1910, os Jesuítas e outras ordens religiosas foram expulsas, os seus bens passaram para o Estado e a sua utilização regulamentada. Uma parte desses bens era emprestada pelo Estado à Igreja Católica para a prática do culto religioso, enquanto a maior parte foi destinada ao funcionamento de instituições de apoio social ou ao ensino. O ensino religioso foi proibido nas escolas oficiais, foram cortads relações diplomáticas com a Santa Sé ( o que chocou a população maioritariamente católica) e foi encerrada a Faculdade de Teologia, em Coimbra.
As pastorais dirigidas aos fiéis pelos bispos só podiam ser divulgadas depois de previamente analisadas pelo governo. Foram abolidos os feriados religiosos nas escolas e repartições públicas e o juramento religioso nos tribunais. Só o casamento civil era considerado válido e legalizou-se o divórcio.
A caminho da ditadura?

Salazar (esqª) Gomes da Costa (centro) Óscar Carmona (drtª)
Maurício de Oliveira
Diário de um jornalista (1926-1930)

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1ª República Ideias-Chave
A monarquia constitucional, que já estava muito desprestigiada em Portugal no final do século XIX, viu a sua popularidade diminuir com o ultimato inglês de 1890. O partido que mais aproveitou com esse descontentamento foi o Partido Republicano, cuja importância na sociedade portuguesa não parava de crescer.
Em Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro foram mortos num atentado. D. Manuel II subiu ao poder mas a Monarquia estava cada vez mais isolada.Em 5 de Outubro de 1910, um movimento militar, com um forte apoio popular, implantou a República em Portugal.
O regime republicano procurou diminuir a influência da Igreja Católica no Estado e tomou também várias medidas nas áreas do ensino e da legislação social. O conflito com a Igreja Católica, a difícil situação económica (agravada com a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial) e a instabilidade política criariam um clima de grande insatisfação entre a burguesia e nalguns sectores populares.
Em 28 de Maio de 1926, um golpe de Estado pôs fim à república parlamentar e instalou uma ditadura militar. Os militares chamaram para ministro da Finanças o professor António de Oliveira Salazar que iria ter uma longa permanência no poder.
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