Sunday

A Guerra Fria


A Cortina de Ferro e o antagonismo dos Blocos


O antagonismo dos dois blocos desencadeou um clima de profunda tensão. Durante cerca de meio século, o mundo esteve por diversas vezes à beira de uma guerra total. No entanto, as duas superpotências nunca chegaram a ousar enfrentar-se directamente uma à outra. Por isso se chamou a este longo período a guerra fria.
À medida que se sucediam os incidentes da guerra fria e que se agudizava a tensão internacional, ia-se assistindo a uma contínua escalada militar. Cada superpotência procurava dispor de uma força cada vez mais destruidora de modo a poder ultrapassar a sua rival. Estabeleceu-se assim uma espécie de equilíbrio do terror, que acabou por evitar a catástrofe mundial.



O Muro de Berlim



Saber +

A Guerra Fria

Propaganda Capitalista

Propaganda Comunista



Mohandas Karamchand Gandhi

Torna-te a mudança que queres ver no mundo

Cartaz do filme Gandhi

Ghandi nasceu em 1869, na Índia. Fez o curso de Direito em Londres e tornou-se advo­gado. De regresso à índia, em 1914, empenhou-se na luta contra a dominação colonial britânica. Depois de ascender à chefia do Partido Nacionalista do Congresso (1920), promoveu sucessivas campanhas, apelando à resistência não-vio­lenta às autoridades britânicas. Ele próprio dava o exemplo, deixando-se prender sem resistência por diversas vezes. Entretanto, passou a levar uma vida ascética. Praticava jejuns, durante semanas, ameaçando pro­longá-los até à morte, a fim de convencer os Ingleses a cederem a autonomia e os Indianos a unirem-se, esquecendo as suas rivalidades religiosas. Apesar de venerado pela maioria da população que o apelidava de Mahatma, a Grande Alma, acabaria por ser assassinado por um fanático hindu, em 1948. Assistiu à independência do seu país mas não pôde evitar que ele se separasse em dois Estados, um hindu (a União Indiana), outro muçulmano (o Paquistão).

O antagonismo dos Blocos- Esquema


Tuesday

Carnaval



Canções Sociais

FADO DO OPERÁRIO

Meu coração abrasava
de amor pela Democracia,
odiando a Monarquia
que tanto mal nos causava.
A hora da luta esperava,
quando o peito se me inunda
duma alegria profunda:
Ao ouvir dar o sinal
bati-me lá na Rotunda.
Do povo o sangue correu,
assim como o dos soldados.
Os chefes, esses coitados,
nenhum deles apareceu.
Quando o inimigo cedeu
é que ao povo se mostraram.
Foi então que proclamaram
essa coisa da República
e ante a opinião pública
herói eles me chamaram.
Fui herói porque esqueci
meu dever de escravizado.
Descalço, roto, esfaimado,
os bancos eu defendi.
[...]
Do antigo nada mudou,
só para pior aumentaram.
Como eu, outros protestaram,
reclamando seriedade.
E em nome da liberdade
nesta prisão me encerraram.

Canções Sociais (1913)

Saturday


Porque hoje é sábado...

O Couraçado de Potemkin

Cartaz


O Couraçado Potemkin, é um filme que lida directamente com uma tentativa revolucionária em Junho de 1905, (no seguimento do Domingo Sangrento, do mesmo ano) quando os marinheiros de um navio de guerra se revoltam contra a tirania dos oficiais superiores e se geram conflitos violentos a bordo. Os demais navios da esquadra não aderiram à revolta do “Potemkin”, o que fez com que os tripulantes tivessem que se refugiar na Roménia.
De qualquer forma, tratava-se de um motim em uma grande unidade da Marinha Russa, evidenciando que as Forças Armadas já não podiam ser consideradas sustentáculos fiéis da Monarquia. Em traços largos, esta é a história do filme, um claro manifesto ideológico e puro filme de propaganda (…) realizado por Sergei M. Eisenstein, em 1925. Eisenstein ficará para a História acima de tudo como um dos mais importantes realizadores cinematográficos, não só porque reinventou de certa forma alguns métodos essenciais na criação de filmes, como compreendeu o cinema como uma das mais valiosas formas de comunicação em massa. De facto, e essencialmente numa fase inicial da sua carreira, a obra do autor soviético surge inseparável das suas convicções políticas e ideológicas ou, se quisermos colocar a questão mais claramente, surge como uma consequência das mesmas. Eisenstein foi um elemento activo na revolução soviética que viria a resultar na queda do czarismo e consequente subida ao poder de Lenine.